26 outubro, 2006

A oriente tudo de novo

A Guida disse ontem uma coisa que também já tinha notado. Tal como ela refere "as crianças são mais crianças aqui". E eu também acho isso, nunca vi sequer alguma criança fazer aquela birra no meio da rua de se não me dás aquilo eu choro. Será por causa da televisão? Será por causa da falta dos Morangos com Açucar? Aqui também há o culto da beleza mas não no extremo ocidental que a Rita (justamente) refere.
Mas as diferenças de comportamentos curiosas não se ficam por aqui. É sabido que os estrangeiros têm de andar aqui sempre com o seu passaporte e eu costumo andar com o meu. Mas há dias a Brenda pediu-me o passaporte para enviar para a polícia para ser renovado. E eu fiz-lhe uma pergunta que me pareceu natural, até porque já fui abordado por polícias que me pediram o passaporte em Budapeste e em Paris também: "E se algum polícia me pede o passaporte entretanto?". Ao que ela me respondeu: "Dizes que está na polícia para renovar". E eu perguntei-lhe: "E se o polícia me pedir provas de que está mesmo na esquadra para renovar?". Ela ficou a olhar para mim... "Não sei Rui, nunca tinha pensado nisso. Mas nenhum polícia te vai fazer isso."
Outra situação engraçada passou-se no meu novo apartamento. Havia um problema com o autoclismo e com o fogão, e então o meu senhorio foi lá enquanto eu estava a trabalhar e tratou de tudo. Em qualquer parte do mundo isto era um perigo, até porque estava lá bem à vista o computador e outras coisas com o seu valor. Mas a Shea, a rapariga que me arranjou aquela casa disse-me que isto é uma situação normal e o senhorio ia ter muitos problemas se roubasse alguma coisa ainda para mais a um estrangeiro.
Portanto a confiança é um factor muito importante aqui. E faz sentido numa sociedade harmoniosa como a China pretende.

Vista do meu quarto (adoro uma boa vista)

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3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse

grande vista como precisas. deve ser excelente acordar e adormecer com essa vista.

beijocas!

6:02 da tarde  
Anonymous Anónimo disse

A Rita tem razão no que diz.
Mas diz-me, tu alguma vez andavas com uma rapariga que não fizesse a depilação? É claro que não. E mesmo que não lhe dissesses directamente ela ia fazer porque sabia que gostavas.
E quanto a mim o problema não está em um dos dois fazer o que o outro gosta, é ser sempre a mesma a fazer o que homem gosta.

Beijo bom!

7:33 da tarde  
Anonymous Anónimo disse

É bom esse ambiente de confiança. Mas espero que não fiques mal habituado para quando voltares a Portugal não teres nenhum dissabor... ;)

Um beijo!!

8:40 da tarde  

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